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  • Governo admite falta de recursos para liberação de produtos

    As empresas de agroquímicos querem mais agilidade para a liberação de novos produtos no mercado brasileiro. Para a Associação Nacional de Defesa Vegetal, são necessários em média sete anos para a aprovação de uma molécula. O governo diz que está tentando agilizar o processo, mas esbarra no corte de recursos.

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  • Tecnologia e inovação impulsionaram safra recorde de grãos terraviva

    A supersafra de grãos prevista pela Conab em 234 milhões e 300 mil toneladas, é resultado do investimento do produtor em tecnologia e inovação. Combater pragas e doenças de forma sustentável é uma tendência nas lavouras. Esse tema foi discutido num fórum na capital paulista.

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  • Vivemos a revolução verde 2.0”, diz representante da FAO em Fórum

    Representantes de diversos setores da sociedade agrícola debateram no 1º Fórum Inovação para a Sustentabilidade na Defesa Vegetal a urgência em mudar cultura da inovação no país.

    São Paulo, Junho de 2017 - Alan Bojanic, representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, afirmou que vivemos em uma Revolução Verde 2.0 ao comparar com a primeira revolução, que aconteceu há 70 anos e levou uma série de inovações ao campo para aumentar a produção agrícola. Entre as principais mudanças, a substituição da mão-de-obra humana pela mecanizada, o advento de sementes geneticamente modificadas e o uso de adubos químicos e defensivos agrícolas para pragas “A mudança de pensamento da sociedade não é uma missão de um setor: é de todos”, disse Bojanic. “Esse trabalho de mudança de percepção da sociedade é um trabalho muito mais difícil de ser construído do que se imagina.”

    A Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF) reuniu intelectuais, políticos e produtores no 1º Fórum Inovação para a Sustentabilidade na Defesa Vegetal, realizado na manhã desta quarta-feira (21), em São Paulo. O evento foi idealizado para discutir como a inovação pode contribuir de forma sustentável num cenário de pragas mais agressivas e limiares cada vez mais estreitos para perdas de produtividade na agricultura tropical.

    Segundo Bojanic, a missão de alimentar 9 bilhões de pessoas no mundo em 2050 foi atualizado para 11 bilhões. “Somente no Brasil serão 300 milhões de brasileiros até 2050, um terço a mais do que o previsto”. Para evitar uma crise alimentar em escala mundial, é necessário aumentar a produção. A única maneira de fazer isso é usando a criatividade no campo.

    “Nós somos protagonistas”, disse Eduardo Leduc, Presidente do Conselho Diretor da Andef. “Quem vai escrever essa agenda somos nós. Falta alguém realmente colocar isso na mesa.”

    Grande produtor de alimentos, o sucesso da agricultura é fundamental para o Brasil. Em 2016, ano magro para a economia nacional, o PIB do agronegócio cresceu 4,48% em relação a 2015. Nesse mercado, ainda em expansão, o grande desafio é produzir mais de maneira sustentável.

    Jorge Caetano Júnior (MAPA), Rodrigo Justus de Brito (Assessor Técnico Sênior da CNA) e Edivaldo Domingues Velini (Professor da Unesp de Botucatu) estiveram presentes no evento desta manhã.

    O debate entre representantes do MAPA e CNA foi mediado pelo jornalista William Waack. De acordo com Leduc, o campo vive em evolução constante, juntamente com o processo evolutivo dos insumos de produção e pesquisas agronômicas, os quais tiveram um papel fundamental para o avanço da agricultura brasileira.

    Além disso, o fórum também apresentou casos de como a adoção de tecnologias impactou a vida dos agricultores Alexandre Seitz, do Paraná, e de José Eduardo Soares Júnior, do Mato Grosso, ambos campeões de produtividade no Brasil.

  • Vivemos a revolução verde 2.0”, diz representante da FAO em Fórum

    Andef passa a focar suas atividades em regulamentação e inovação São Paulo, maio de 2017 – Nas últimas quatro décadas, a Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal) contribuiu diretamente para o desenvolvimento de produtos que foram fundamentais para o crescimento do agronegócio do Brasil. No entanto, desde o ano passado, implantou uma série de mudanças que passam a ser percebidas a partir deste mês.

    Entre as principais novidades, do novo posicionamento da Andef, destaque para o setor de regulamentação – gerido por Andreia Ferraz – e a criação do departamento de inovação e sustentabilidade. Neste último, o objetivo é atuar em prol do estímulo às inovações sustentáveis na defesa vegetal e à aplicação da ciência, auxiliando na criação de uma agenda estratégica de combate às pragas, que possa endereçar soluções antecipadamente à ocorrência de problemas, de forma coordenada com os órgãos governamentais e outros entes da sociedade.

    De acordo com Roberto Sant’Anna, gerente de inovação e sustentabilidade da Andef, os desafios são grandes com a criação desta área; “Atualmente, com um cenário de pragas mais agressivas e limiares cada vez mais estreitos para perdas de produtividade, a sustentabilidade virá, principalmente, através da inovação na oferta de soluções de controle, especialmente as químicas”.

    Nos últimos cinco anos, o consumo de defensivos agrícolas cresceu 14%, mas, no mesmo período, a produção de grãos aumentou 40%. Foi, portanto, uma demonstração de que é possível ter maior produtividade com responsabilidade e uso inteligente da tecnologia.

    Ultimamente, muito se tem discutido sobre o crescimento do setor no país para os próximos anos, e de acordo com o executivo, é possível sim, mas com ressalvas. “ A agricultura nas regiões temperadas (hemisfério norte) tem pouco a crescer. O crescimento da agricultura será certamente na região tropical. Entretanto, para que isto seja uma realidade, o Brasil precisa se estabelecer como referência em tecnologias para a agricultura tropical, ao centralizar pólos de inovação”, pontua Sant’Anna.

    Ao incentivar e buscar meios para que a inovação sustentável seja uma realidade na agricultura brasileira, além de difundir conhecimento sobre novas tecnologias, a Andef realiza, em junho, o Fórum Inovação para a Sustentabilidade na Defesa Vegetal. O encontro debaterá a inserção de novas técnicas e tecnologias na produção agrícola nacional de forma sustentável.

Apresentações

Como a adoção de tecnologias impactou minha vida?

Alexandre Seitz, Agricultor.
(Download Apresentação - 3.1mb)

José Eduardo Soares Junior, Agricultor.
(Download Apresentação - 4.1mb)

Debate

O que falta para desenvolvermos a cultura da inovação na defesa vegetal?

Moderador

William Waack, Jornalista.

Debatedores

  • Alan Bojanic

    Representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil.

  • Edivaldo Domingues Velini

    Professor da Universidade Estadual Paulista - Campus Botucatu.

  • Eduardo Leduc

    Presidente do Conselho Diretor da ANDEF.

  • Jorge Caetano Junior

    Secretário de Defesa Agropecuária Substituto, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

  • Luiz Henrique Mourão de Canto Pereira

    Coordenador Geral de Saúde e Biotecnologia da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

  • Rodrigo Justus de Brito

    Assessor Técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA.

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